O que é Fibromialgia

 A fibromialgia é uma síndrome (conjunto de sintomas) que se manifesta, principalmente, pela dor no corpo todo. A dor pode ser percebida nos músculos, tendões e articulações. Junto com a dor, podem surgir sintomas como fadiga (cansaço), dores de cabeça, tontura, sono não reparador, dificuldade de concentração e raciocínio, perda de memória, ansiedade, depressão, formigamentos, dormências, intolerância ao frio, alterações intestinais e urinárias, entre outros.
      O paciente fibromiálgico apresenta sensibilidade aumentada ao toque e à pressão em certos pontos do corpo. A dor, somada a uma série de outros sintomas, causa intenso sofrimento físico e emocional, trazendo grande prejuízo na qualidade de vida do portador. A fibromialgia não é uma doença progressiva, não é fatal, nem causa danos às articulações e aos órgãos internos. A síndrome ainda não tem cura, mas se tratada de forma correta seu portador poderá retomar uma vida normal.

        Quem pode ser afetado pela síndrome?

      A fibromialgia afeta muito mais as mulheres, na proporção de 9 mulheres para cada homem e é mais comum entre 30 e 50 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes. No Brasil está presente em cerca de 5% da população.

Pesquisadores observaram que muitas pessoas que desenvolveram fibromialgia, apresentavam anteriormente um comportamento perfeccionista e a preocupação de dar conta de tudo. A síndrome também parece estar muito relacionada ao stress.

          A dor da fibromialgia é real?

        Sim, a dor da fibromialgia é real. Hoje, com técnicas de pesquisa que permitem ver o cérebro funcionando em tempo real, é possível mostrar que os pacientes com fibromialgia estão sentindo dor e, além disso, que sentem mais dor do que pessoas sem fibromialgia. Também foram feitos estudos com o líquido que banha a medula e o cérebro (líquor) e foi visto que as substâncias que levam a sensação de dor para o cérebro estão de três a quatro vezes aumentadas em pacientes com fibromialgia, em comparação com pessoas sem o problema.      

         DIAGNÓSTICO 

     O diagnóstico da fibromialgia é clínico, ou seja, não são necessários exames de laboratório ou de imagem para comprovar que ela está presente. O médico precisa realizar uma entrevista minuciosa sobre os sintomas e um bom exame clínico para localizar os pontos de dor. O melhor profissional para avaliar o paciente com fibromialgia é o médico reumatologista, neurologista ou médico que trata dor, mas qualquer médico poderá diagnosticá-la, desde que esteja acostumado a tratar casos de fibromialgia. No caso de suspeita, o médico poderá solicitar exames para excluir a presença de doenças que apresentam sintomas semelhantes aos da fibromialgia.

Alguns critérios médicos para o diagnóstico da fibromialgia são:

- dor por mais de três meses pelo corpo;
- presença de alterações e sintomas persistentes característicos da fibromialgia;
- presença de pontos dolorosos (tender points) em locais específicos do corpo.

           TRATAMENTO

      A fibromialgia ainda não tem cura, mas é possível obtermos excelentes resultados e possibilitarmos o retorno à vida normal se a tratarmos adequadamente. Um tratamento excelente envolve 3 pilares: o químico, o físico e a psico-educação. Infelizmente, ainda existem poucos profissionais no Brasil que sabem tratar adequadamente a fibromialgia devolvendo a qualidade de vida ao paciente. O fato de se realizar um tratamento com profissionais especializados fará toda a diferença na diminuição da dor e dos pontos de tensão muscular e, consequentemente, na redução gradual de outros sintomas. Leia mais.

         TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

     Os principais objetivos deste tratamento é ajudar a aliviar a dor, diminuir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono. O tratamento pode incluir analgésicos, antidepressivos, relaxantes musculares, ansiolíticos, entre outros. Os analgésicos podem ajudar, porém o alívio é limitado  na fibromialgia. Os analgésicos agem bem em dores com causa conhecida, mas tem menos efeito nas situações em que o próprio corpo amplifica a dor. Isto não significa que os analgésicos não funcionem; muitas vezes, quando se retira o analgésico é que se nota que ele estava sendo útil.

        Os antidepressivos podem ser fundamentais, principalmente na fase inicial do tratamento. Na fibromialgia, a regulação da dor por parte do cérebro está comprometida e isso ocorre em parte por alterações dos níveis de neurotransmissores no cérebro. Os antidepressivos atuam aumentando a quantidade de neurotransmissores que diminuem a dor, sendo por isso eficazes e utilizados no tratamento da fibromialgia.

         PSICOTERAPIA 

        A psicoterapia pode ser muito importante para os pacientes com fibromialgia e o ideal é que seja aliada às demais formas de tratamento. Lidar com uma dor crônica não é fácil e pensamentos de desesperança, angústia e incapacidade são comuns nessa situação. Aprender a lidar com esses pensamentos, permite que o paciente aprenda a afastá-los.

        TERAPIA MANUAL E REPROGRAMAÇÃO MUSCULAR: O GRANDE DIFERENCIAL! 

      A terapia manual realizada no tratamento especializado da fibromialgia proporciona o alívio dos sintomas musculares, como a dor, a tensão e a fadiga, devolvendo o bem-estar e a sensação de leveza. Já, a reprogramação muscular, reestrutura os grupos musculares tornando-os fortalecidos e possibilitando a manutenção dos resultados obtidos com o tratamento corporal. Em suma, o tratamento especializado é o passaporte para o retorno à qualidade de vida! Leia mais. 

Se você deseja saber mais sobre a fibromialgia, suas causas, diagnóstico e tratamento ou esclarecer dúvidas, envie um e-mail para contato@fibroclinica.com.br. Teremos o maior prazer em respondê-lo.