Publicado em 06/11/2018 por Laurita Ferla Castegnaro, Diretora da Fibroclínica

Fim de ano: momento de reflexão sobre as nossas escolhas!

      Tenho observado atualmente muitas pessoas levando uma vida com sobrecarga física, mental e emocional. Muitas, inclusive, achando que isso é normal, que “faz parte” ou ainda que não tem como ser diferente. Ou são tarefas que não tem fim, ou informações excessivas vindas de todos os lados e formas, principalmente através da internet e das redes sociais. Outras vezes, são relacionamentos sociais, afetivos pesados ou abusivos, que massacram corpo e mente, ou ainda, autocobranças desmedidas, que só geram angústia e desânimo. Frequentemente são os seus próprios padrões equivocados de comportamentos e hábitos, que levam a uma rotina massacrante, na qual não há mais espaço para conectarem-se consigo mesmas e sentirem a plenitude do que estão vivendo. 

      É preciso parar tudo e buscar o discernimento. Pare, respire, acalme-se! Busque uma forma de reconectar-se consigo. Se sentir que não consegue sozinho, não hesite em buscar ajuda de um amigo, de alguém próximo ou se necessário, de um profissional. A mudança é algo que só irá ocorrer se você desejá-la profundamente e agir para isso. Ninguém mais será capaz de mudar o rumo da sua vida e da sua saúde, senão você próprio.  Como costumo dizer aos pacientes, você é a pessoa mais importante da sua vida! Se você não estiver bem, não poderá conviver plenamente com as pessoas ao seu redor, usufruindo de tudo de bom que a vida nos proporciona. Se você estiver tenso, confuso, fadigado, depressivo, triste, desanimado, com dor, certamente não será a melhor mãe, o melhor pai, o melhor filho, o melhor amigo, o melhor parceiro.

      Viver plenamente requer equilíbrio! Equilíbrio e saúde do corpo, da mente, da alma. Requer um encontro prévio consigo mesmo. É preciso acalmar a mente para ouvir quem somos, o que queremos, o que nos faz bem, o que nos faz feliz...

Inseridos no turbilhão da vida, sequer conseguimos muitas vezes filtrar o que é proveitoso, positivo, o que realmente agrega valor às nossas vidas. É quase como se perdêssemos um pouco da nossa lucidez sobre a melhor forma de viver, sobre o que vale à pena e sobre as possibilidades que a vida nos dá. Jamais contente-se com pouco! Merecemos o melhor, sempre!

      Se esses desequilíbrios são capazes de promover um atordoamento nas pessoas sem problemas de saúde, imagine para alguém que sofre com fibromialgia ou outra forma de dor crônica! É um desgaste enorme, um verdadeiro meio de degradação da nossa saúde. Esse processo vai totalmente contra a busca do equilíbrio que precisamos para preservar nossa saúde e bem-estar. Impossível viver bem desta forma!

É necessário filtrar, fazer escolhas! Mas para isso precisamos conhecer os nossos próprio limites, saber até onde podemos nos permitir ir física, mental e emocionalmente, sem prejuízo da nossa saúde.

     Tenho observado alguns pacientes que se empenham em tratar suas alterações físicas, mas ainda não conseguiram assimilar com clareza que é preciso cuidar paralelamente da saúde mental e emocional se quiserem ter suas vidas de volta. Eles acabam inundando e poluindo suas mentes de forma desenfreada com todos os tipos de sobrecarga e excessos mentais, sejam elas informações desnecessárias, conteúdos negativos e pesados que provocam um estado de depressão e desânimo ainda maior. Às vezes, insistem em manter relações com pessoas que acabam sugando suas energias, de forma a viverem sempre numa condição lamentável. Outros, ainda não se convenceram que é preciso mudar a condição de vitimização a que se submetem para que possam assumir as rédeas e virarem os protagonistas de suas próprias vidas. Precisa ficar claro que enquanto isso continuar acontecendo, a melhora concreta não virá! Lembrando que, em muitos casos, justamente foram desequilíbrios como esses que levaram a desencadear um quadro de fibromialgia ou de dor crônica.

       Precisamos nos sentir plenamente responsáveis pela nossa vida e pelo que escolhemos fazer dela!

      A vida é uma só e passa rápido demais para não nos permitirmos viver intensamente e plenamente. Quantas coisas deixaremos de aproveitar se não estivermos bem? Com quantas pessoas deixaremos de estar em momentos maravilhosos por não termos saúde ou não termos sequer mais ânimo para viver esses encontros? Quantos sonhos não serão realizados?

       A vida é agora!

      Nosso corpo é o nosso templo! Um corpo forte e saudável nos permitirá realizar as atividades desejadas e correr atrás dos nossos sonhos, mas será necessário uma mente saudável para conduzir todo esse processo de forma harmônica e equilibrada!

Permita-se cuidar-se e amar-se sempre! E viva plenamente!





Laurita Ferla Castegnaro

Especialista no tratamento da fibromialgia e diretora da Fibroclinica.

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